Os videos abaixo foram produzidos para ajudar os brasileiros que estão no Japão a aprender um pouco do idioma japonês. É uma série temática de animações, e as duas primeiras partes são relacionadas à culinária japonesa. Vamos tentar aprender um pouco?
Depois dos vídeos, há uma tabela dos ideogramas japoneses. A primeira com as sílabas correspondentes escritas da maneira que conhecemos, a segunda com as sílabas em hiragana (usado para palavras de origem japonesa) e a terceira com as sílabas em katakana (usado para palavras de origem ocidental).
Além do hiragana e do katakana, silábicos, existe também os ideogramas kanji, que contêm o significado completo de uma palavra.
Em novembro de 2008 indicamos aqui o blog Pecado da Gula, publicado no Japão pela simpática Akemi. O tempo passou, muitas coisas aconteceram, entre elas o retorno de Akemi para o Brasil, e eis que ela foi convidada pelo tradicional site Cozinha Japonesa para escrever um blog dentro do site Adoro Sushi, a comunidade de relacionamentos do Cozinha Japonesa.
Akemi aceitou o desafio e assim surgiu o Blog da Akemi, um espaço delicioso e rico em receitas da cozinha japonesa, extensão do Pecado da Gula. Vale a pena conferir.
Tsuyoshi Murakami (Kinoshita), Alex Atala (D.O.M. e Dalva & Dito), Adriano Kanashiro (Kinu) e Laurent Grolleau (Grand Hyatt São Paulo)
EDIÇÃO 2009 DO “SUKIYAKI DO BEM” TRAZ QUATRO CHEFS
Jantar beneficente organizado pelo Atelier de Cerâmica Hideko Honma e pelo Grand Hyatt São Paulo faz releitura do prato típico japonês com os chefs Murakami, Atala, Kanashiro e Grolleau.
Sukiyaki do Bem é o nome do criativo jantar beneficente organizado, pelo terceiro ano consecutivo, pela ceramista Hideko Honma, pelo hotel Grand Hyatt São Paulo e pelo chef Adriano Kanashiro. Em 2009, o evento acontecerá no dia 4 de julho, a partir das 20h, e trará uma grande novidade.
Pela primeira vez, os chefs Tsuyoshi Murakami (Kinoshita), Alex Atala (D.O.M. e Dalva & Dito) e Adriano Kanashiro (Kinu) preparam releituras do sukiyaki, prato de origem camponesa surgido na era medieval japonesa, feito em panela de ferro própria com legumes, carnes, molhos e outros ingredientes. “A amizade que une os chefs Murakami e Atala a mim se refletirá não apenas na paixão pela gastronomia, mas também no desejo que partilhamos por exercer o nosso ofício em favor da comunidade. Além disso, vai ser muito divertido para nós criarmos e curioso para o público conhecer diferentes interpretações deste prato simples e tradicional”, diz o chef Kanashiro.
Uma parte fundamental do ritual do sukiyaki é o utsuwa, objeto utilitário japonês que possui a forma da junção das mãos acolhedoras, utilizado para degustar o prato. No evento, para 350 pessoas, serão expostas 350 utsuwa criadas pelos ceramistas do Atelier e outras 350 assinadas por Hideko Honma, onde será servida a sobremesa especialmente preparada pelo chef Laurent Grolleau, do Grand Hyatt São Paulo. Ao final do jantar, o convidado levará as duas peças em embalagem especial.
Além da parte gastronômica, o Sukiyaki do Bem conta também com participações especiais de artistas de diversas áreas. Cada convidado será recepcionado com um pedaço de barro, que receberá o aperto de sua própria mão, em um gesto que ficará gravado para sempre: o Gesto do Bem. Depois de queimadas, essas peças serão utilizadas pela ceramista Heloisa Reis na composição de um mural a ser instalado numa das instituições beneficiadas.
As 350 utsuwa estarão dispostas, no início do evento, em uma instalação preparada pela artista Marta Tamikòo. No local estará exposta também a obra “Cardume iluminado”, do artista plástico Lucas Isawa. Uma performance com números de ilusionismo ficará a cardo de Célio Amino e as ikebanas (arranjos florais japoneses) estarão a cargo de Tamako Yoshimoto. Todo valor arrecadado na venda dos convites será revertido para a Assistência Social Dom José Gaspar, mantenedora do “Ikoi no Sono”, instituição que cuida de idosos japoneses, e para a Associação Travessia, responsável por oferecer educação regular às crianças que necessitam de cuidados especiais.
Contato
SUKIYAKI DO BEM 2009
Local: GRAND HYATT SÃO PAULO Avenida das Nações Unidas, 13.301, São Paulo - SP 04 de julho de 2009 (sábado). Horário: 20 horas
O sushiman Jun Sakamoto esteve no programa Altas Horas da Rede Globo na madrugada de sábado para domingo. Ao lado de atrações como Nando Reis, Vanessa da Mata, Kelly Key e Juliana Alves, Jun falou sobre o trabalho de sushiman, que no Japão é encarado como um ofício de desenvolvimento interior. "Lá eles não estão interessados no reconhecimento público ou em estrelas de guias gastronômicos. O aperfeiçoamento acontece porque é resultado de dedicação profunda em ser melhor profissionamente como extensão de ser melhor como pessoa".
Jun Sakamoto é filho de japoneses que emigraram para o Brasil em 1960. O pai dele, que veio pra cá contrariado, abriu um armazém de venda de produtos agrícolas no interior de São Paulo. Depois resolveu plantar uva e melão. Dizem que foi o primeiro a plantar aquele melão amarelinho aqui no Brasil. Começou sua carreira de chef aos 18 anos em Nova York. Foi para lá em 1984 sem saber direito o que fazer. Trabalhando como ajudante de cozinha no restaurante Shimbashi, descobriu sua vocação. "A culinária é a representação cultural de um povo. Não é muito importante saber se o restaurante tem uma linha mais tradicional ou tem uma tendência mais moderna e mistura elementos ocidentais e orientais. Quem decide isso é "toque do sushiman", sua formação. No Brasil, que é um país miscigenado, é natural que hajam misturas na sua culinária como por exemplo uma temakeria onde o chef é cearense e o temaki tem sabor pizza."
O restaurante Jun Sakamoto aberto em 2000, tem apenas 36 lugares. Ele mesmo prepara um menu degustação, que é servido no balcão. Como é arquiteto, ele mesmo projetou o restaurante. A parte quente do cardápio foi elaborada pelo irmão dele, Marcelo Sakamoto.
Jun diz que fazer sushis e sashimis é uma arte e dá dicas para quem gosta de comida japonesa. "Costumo dizer que se você sentir o cheiro do peixe, não coma. O bom sushi não tem um cheiro de peixe gritante. O sushi deve ser comido com a mão e sem colocar raiz forte por cima, como se come no Japão. O arroz jamais deve ser molhado no shoyu, porque desmancha. O arroz deve estar morno e o peixe levemente gelado. A higiene e limpeza são essenciais na cozinha japonesa. A tábua de corte deve estar limpa, as mãos que manuseiam os peixes devem estar com as unhas bem cortadas".
Jun foi eleito sete vezes consecutivas o melhor japonês da cidade.
Produtos da tradição japonesa são novidades na agricultura brasileira
Matéria do Jornal Hoje (Globo) de 13/06/2009
Novas variedades de verduras e legumes cultivadas no Japão devem fazer sucesso na mesa dos brasileiros. É o que esperam produtores de uma das maiores colônias japonesas do país, em Londrina, no Paraná.
No sítio da família Murakami, as curiosidades brotam em todo canto. “Esse aqui se chama kampiô, um produto que é usado para fazer sushi, um prato típico japonês”, explica um produtor.
Na horta caprichada, as novidades também têm gosto e sotaque oriental: Komatsuna, kyouna, aidearu, shin-azuma, kakitya.
“Não tem aqui na região, então ninguém conhece”, diz o produtor.
As sementes dessas hortaliças foram trazidas do Japão e, dá pra ver que elas se adaptaram ao solo do Paraná. O desafio agora é pôr as novidades na mesa dos brasileiros...
“É diferente, então os brasileiros gostam de coisas diferentes”, afirma Takashi Murakami, produtor.
E que gosto têm essas verduras e legumes? Dona Júlia foi pra cozinha e preparou duas receitas simples pra gente. Primeiro, a salada de kyouna... “Lembra um almeirão, um pouco mais suave, mas é muito bom”, revela o repórter.
Depois, uma kakitya no capricho. “Uma outra textura, mas um gosto bem parecido com o da alface”, diz.
Numa feira de produtos da colônia japonesa, em Londrina, curiosidade e muita desconfiança com as verduras que vieram do outro lado do mundo. Vai uma salada de mitzsuba? “O que é isso?”, pergunta uma mulher.
E que tal um refogado de komatsuna? Se a surpresa for indigesta, dona Sisuku tem a receita na mão: chazinho de gaditzu. Um santo remédio pro estômago e pro bom humor.
Karen Ito é conhecida dos nipo-brasileiros desdes os tempos do Japan Pop Show
17:44 - ABT - Assc. Cult. Desportiva Nikkei de S. Miguel Paulista - Taikô
18:03 - Associação Yamanashi Kenjin do Brasil - Dança Folclórica
18:11 - ABT - Kouran Suzano - Taikô
18:30 - Encerramento
12º Festival do Japão Data: 17, 18 e 19 de julho de 2009 17 de julho - sexta - das 12 às 21 horas 18 de julho - sábado - das 10 às 21 horas 19 de julho - domingo - das 10 às 18 horas Local: Centro de Exposições Imigrantes – Rod. dos Imigrantes, km 1,5, SP Informações: (11) 3277-8569
Ingressos: R$ 7(venda antecipada e no local) Entrada gratuita para idosos - 65 anos e crianças até 8 anos Estacionamento no local - terceirizado - R$ 20 - ônibus gratuito a partir do metrô Jabaquara
O Prêmio Melhores do Ano Prazeres da Mesa/Bohemia, que elege os melhores profissionais e estabelecimentos do Brasil na área de gastronomia, anunciou seus vencedores na noite da última segunda-feira (08/06) em São Paulo. A cerimônia, que também comemorou os seis anos da revista gastronômica, premiou os melhores de 2009 em 14 categorias, como Chef do Ano, Restaurante do Ano e Sommelier.
O grande vencedor da noite foi Tsuyoshi Murakami, eleito Chef do Ano, reconhecido pelo trabalho no restaurante Kinoshita, em São Paulo. O estabelecimento também recebeu o título de Restaurante do Ano pela excelência de sua cozinha, serviço e ambiente.
Carioca filho de japoneses, Tsuyoshi Murakami, 40 anos, conseguiu ecoar seu talento para além da atividade de um sushiman. Talento ele já demonstra ter há muitos anos, desde quando estava a frente do restaurante que um dia já foi do seu sogro, o senhor Kinoshita, na Liberdade. O mérito de Murakami está em fazer a clássica comida japonesa com um toque de inventividade; em ser original sem se distanciar das origens.
Leia a matéria de Marta Barbosa sobre o Restaurante Kinoshita publicada no site Prazeres da Mesa AQUI
Cena do filme francês Wasabi, de 2001, com Jean Reno no papel de Hubert Fiorentini, um detetive policial em férias no Japão, onde acaba se envolvendo no combate à máfia japonesa. O filme, dirigido por Gérard Krawczyk, tem momentos de ação e comédia, como na cena em que o detetive e seu parceiro vão a um restaurante em Tóquio e experimentam o pastoso tempero japonês que dá nome ao filme.
A Associação Miyagui Kenjinkai do Brasil estará no 12º Festival do Japão ocupando o estande nº 51 e vai oferecer aos seus visitantes os famosos pratos típicos da província, que sempre trazem como ingrediente principal o gyutan, ou língua de boi. Servido assado, como ingrediente de yakissoba, guioza ou como parte de bentôs e teishokus, é um prato típico muito conhecido como característico de Sendai, a capital da província de Miyagi.
12º Festival do Japão Data: 17, 18 e 19 de julho de 2009 17 de julho - sexta - das 12 às 21 horas 18 de julho - sábado - das 10 às 21 horas 19 de julho - domingo - das 10 às 18 horas Local: Centro de Exposições Imigrantes – Rod. dos Imigrantes, km 1,5, SP Informações: (11) 3277-8569
Ingressos: R$ 7(venda antecipada e no local) Entrada gratuita para idosos - 65 anos e crianças até 8 anos Estacionamento no local - terceirizado - R$ 20 - ônibus gratuito a partir do metrô Jabaquara
No Japão, por motivos religiosos, a ingestão de carne era proibida até meados do séc. 19. Por causa dessa proibição, o Tofu começou a se popularizar, não só em substituição à carne, como também pelo seu alto valor nutritivo.
O Agedashi-Dofu é um prato simples à base desse tão popular elemento da culinária japonesa
Etimologia:
Age = Frito Dashi = Molho Concentrado Dofu = Tofu (queijo de soja)
Ingredientes:
- 1 Queijo de soja (Tofu) - 1 xícara de caldo concentrado (Dashi) - pode ser encontrado em casas de produtos japoneses. - 2 colheres de sopa de molho de soja (Shoyu) - 2 colheres de sopa de saquê doce para uso culinário (Mirin) - Óleo em quantidade suficiente para fritar por imersão numa frigideira (Abura) - Nabo japonês ralado (Daikon) - Cebolinha (Negi)
Modo de Preparo
- Embrulhe o tofu com um pano de prato limpo e coloque-o sob uma vasilha pesada de forma que o excesso de água, contida no próprio tofu, se escoe.
- Numa tábua de carne (preferencialmente de plástico), corte o tofu em 4 ou mais partes iguais (dependendo do tamanho que você preferir)
- Com o óleo bem quente, coloque um pedaço de cada vez de tofu para fritar, para que o óleo não esfrie. Mexa e vire o tofu regularmente de forma que ele não grude na panela. Use, de preferência, o Hashi (pauzinhos mais longos) para efetuar essa operação.
- Frite os pedaços de Tofu até que fiquem dourados e crocantes, colocando-os em seguida sobre uma toalha de papel para absorver o excesso de gordura.
-Ferva o caldo concentrado Dashi juntamente com o Shoyu e o Mirin, para fazer o molho.
- Coloque o Tofu, já frito, na vasilha em que será servido, e despeje o molho (preparado com o Shoyu, Mirin e o Dashi) por cima. Misture o Nabo ralado e a cebolinha picada e acrescente-os sobre cada pedaço de Tofu.
A Pedir de Boca é um programa da televisão do Panamá que a cada edição apresenta uma atração gastronômica com o objetivo de chamar a atenção de turistas estrangeiros para o país. Robin Castro é o apresentador e nos vídeos acima o tema do programa são os restaurantes japoneses no Panamá, alguns mais tradicionais e outros um tanto "inventivos".
Criado a partir de uma comunidade do orkut, o site http://www.sushimadesimple.com/ é um prato (ou um tchawan) cheio pra quem gosta de descobrir novidades, curiosidades e receitas da culinária japonesa.