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    AACJ - ASSOCIAÇÃO DOS ADEPTOS DA CULINÁRIA JAPONESA


    Moti Tsuki Matsuri

    Para dar boas-vindas ao Ano Novo, a Associação Cultural e Assistencial da Liberdade (Acal) promove no dia 31 de dezembro o 39º Moti Tsuki Matsuri.
    Também conhecido como Festa do Bolinho da Prosperidade, o evento terá início às 9h na praça da Liberdade e haverá a distribuição de milhares de saquinhos de moti, ou mochi (bolinhos de arroz).
    Segundo uma lenda levada pelos chineses ao Japão há séculos, quem comer moti no Ano Novo japonês, ou oshogatsu, estará comendo também o espírito do arroz, enriquecido pelos deuses e repleto de prosperidade e fartura.
    Um dos feriados mais importantes e sagrados no arquipélago, os japoneses aproveitam o oshogatsu para se purificarem, fazerem orações e começarem o ano com o pé direito.
    Durante o Moti Tsuki Matsuri, os bolinhos serão socados em um pilão de madeira e distribuídos para o público presente.
    Várias pessoas se revezarão nesse trabalho, que simboliza o esforço humano para ter boa sorte no ano que está chegando.
    Além do preparo e da distribuição do moti, o festival também terá cerimônias xintoístas de purificação.



    Escrito por AACJ - BR às 16h52
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    Entrevista com Jun Sakamoto

    A apresentadora Lorena Calábria entrevista Jun Sakamoto em seu programa de rádio "Johnnie Walker com Gigantes", transmitido pela Mitsubishi FM (92,5 MHz) às terças às 21h .

    Uma mistura entre o tradicional e o inovador é a receita de sucesso do mais famoso sushiman brasileiro. Jun Sakamoto se interessou pela culinária japonesa aos 18 anos, quando cursava o colegial em Nova York, onde aprendeu os segredos da comida oriental com um chef de cozinha japonês. Jun queria mesmo era juntar dinheiro para comprar equipamento de alpinismo e se arriscar numa carreira como fotógrafo, mas acabou mesmo se envolvendo e se aperfeiçoando nas técnicas da confecção de sushis e outros pratos da culinária japonesa. Em sua curta e ascendente carreira passou por vários restaurantes de São Paulo, ainda um pouco dividido entre o sushibar e os holofotes de uma possível carreira como produtor televisivo. Jun teve vários "mestres", entre eles o lendário Takatomo Hachinohe, a quem sucedeu depois da morte, no balcão do restaurante Komazushi, atendendo ao pedido de Takae, a viúva de Hachinohe. O Komazushi foi considerado por vários anos o melhor restaurante japonês de São Paulo.

    Em setembro de 2000 abriu seu próprio negócio, onde prepara pessoalmente um premiadíssimo menu de degustação de sushis e criações próprias.

    Jun Sakamoto
    Rua Lisboa, 55 - Pinheiros - São Paulo - SP, 05413-000
    (0xx)11 3088-6019
    Horário: Seg. a Qui - 19h às 0h30; Sex. a Sáb - 19h à 1h; Dom. Fechado
    Capacidade: 36 pessoas


    Escrito por AACJ - BR às 18h58
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    Game: Sushi Go Round

    O Sushi Go Round é um jogo que simula o funcionamento de um restaurante japonês de kaiten shushi (sushi servido em esteiras rolantes).

    Você é um sushiman em semana de treinamento e seu objetivo, estipulado a cada dia, é faturar o máximo de yenes atendendo aos clientes preparando os sushis de acordo com seus pedidos.

    Os ingredientes do sushi estão no canto esquerdo inferior da tela e as receitas no quadro "Sushi Recipes".

    No primeiro dia seu objetivo é faturar 800 yenes.

    Para isso, você precisa clicar nos ingredientes dos sushis e "finalizar" clicando na esteira.

    Se o sushi estiver correto, ele será servido e o cliente pagará pelo sushi consumido.

    Se o sushi estiver errado, ele virará uma "gororoba" e os ingredientes terão sido desperdiçados. Quando seus ingredientes acabarem, você pode pedir mais ao fornecedor usando o telefone, no lado direito da tela.

    Depois que o cliente for embora, não se esqueça de tirar o prato para que outro cliente se sente no balcão.

    Divirta-se.



    Escrito por AACJ - BR às 19h02
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    Milk-Shake de Saquê

    Com experiência na culinária japonesa, o chef da lanchonete Burger 3 (lê-se burguer-san), Julio Shimizu, realiza experiências a partir de ingredientes japoneses e ocidentais. Ele revelou à Made in Japan uma receita exclusiva de milkshake com saquê. Confira.

    Ingredientes:
    - 3 bolas de sorvete de morango (pode usar também creme e chocolate, mas evite flocos)
    - 1 dose e meia de saque (80 ml)

    Modo de fazer:
    Bata as bolas de sorvete e o saquê em um liquidificador, até a mistura ficar homogênea e com uma consistência cremosa. Decore uma taça com cobertura de sorvete e despeje o milkshake. Sirva imediatamente.

    O Burger 3 fica na Rua Manoel da Nóbrega, 88 - Paraíso, São Paulo-SP (entre a Av. Paulista e a Alameda Santos)



    Escrito por AACJ - BR às 15h56
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    Sushi Hot Filadélfia em Portugal

    O programa Praça da Alegria em Portugal corresponderia a um Mais Você (Globo) ou Hoje em Dia (Record) no Brasil: um programa diário matutino com entrevistas, música, passatempos e participações telefónicas. Apresentado por Sónia Araújo, Serenella Andrade, Jorge Gabriel e Helder Reis, o quadro culinário é um dos destaques do programa da RTP (Rádio e Televisão de Portugal). Neste vídeo, o convidado é o chef Stefano Figliuzzi, do restaurante Shis (que fica na cidade do Porto e é comandado pelo chef Antônio Vieira).



    Escrito por AACJ - BR às 21h22
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    Cinema Bunkyo: Seguindo em Frente

    Todas as quartas-feiras o Bunkyo apresenta uma sessão de filmes japoneses, a partir das 13 horas, com programação variada entre filmes e diretores, desde os antigos até os atuais.

    Os filmes são exibidos em idioma japonês, sem legendas. Sócios não pagam e não-sócios pagam R$ 3,00.

    No dia 6 de janeiro está programado o filme Seguindo em Frente (Aruitemo, Aruitemo, 2008), de Hirokazu Kore-Eda.

    No filme, Ryota é o filho de 40 anos da família Yokoyama. Ele acabou de se casar com uma viúva que tem um filho de 10 anos de seu casamento anterior. Com os dois, ele vai visitar seus pais idosos, no transcorrer de um longo dia de verão. Sua irmã mais velha, Chinami, também leva sua família para a visita. Os envelhecidos pais têm vivido na casa da família há décadas. É raro que um filho ou filha retornem para uma rara reunião familiar. Eles se reúnem para recordar a morte trágica do filho mais velho, que morreu afogado em um acidente 15 anos atrás. Embora a espaçosa casa seja reconfortante e imutável como a comida caseira da mãe, todos da família mudaram de alguma forma. Os Yokoyama são uma típica família disfuncional, ligada pelo amor, assim como pelos ressentimentos e segredos.

    Com um equilíbrio sutil entre o humor delicado e a dor melancólica, o filme faz um delicado retrato de como uma família pode ser ao mesmo tempo maravilhosa e irritante, em uma homenagem ao mestre japonês Yasujiro Ozu (1903-1963), cuja obra se interessava em particular pelas transformações sociais da família japonesa.

    Exibido na 33a. Mostra Internacional de Cinema de São Paulo.

    Cinema Bunkyo: Seguindo em Frente. Dia 06/01/2010, às 13h. Grande Auditório do Bunkyo - Rua São Joaquim, 381 - Liberdade - São Paulo - SP

     



    Escrito por AACJ - BR às 21h09
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    Globo Repórter: Respeitando as Estações do Ano

    As cores do outono tomam conta do Japão. E não é só inspiração ou decoração: é filosofia. Para tirar o melhor da natureza, é preciso respeitar as estações do ano. É o que os chefs dos grandes restaurantes de Tóquio fazem.

    Os japoneses são tão obcecados com a limpeza que para entrar na cozinha do restaurante é preciso lavar as mãos muito bem três vezes. Primeiro, com um sabonete líquido que sai em uma torneirinha. Depois, passa água. Uma terceira torneira libera um desinfetante e depois um segundo desinfetante. Só então é possível secar as mãos, que ficam absolutamente limpas e pronto para entrar no restaurante.

    O chef Takashi Tamura é um dos mais famosos do Japão. O Japão é o único país no mundo que consome o peixe hamo. O peixe tem muito espinho, chega a machucar o dedo. O chef faz cortes precisos. Só assim é possível comer esse peixe.

    Na montagem de um prato, os alimentos parecem de brinquedo e são colocados um a um pelo assistente de cozinha. Um sushi de arroz com salmão defumado lembra um caqui, a fruta do outono.

    O chef Takashi faz a aprovação final do prato. Se não estiver bom, o prato não é servido. Ele diz que folha deve ser molhada com água para a cor ficar mais vibrante e aí sim está pronto para servir.

    Para os japoneses, tudo exige um ritual detalhado. ”Se você oferecer um prato com produtos do outono no verão, o próprio cliente vai estranhar: por que está comendo se não é da estação?”.

    Isso está na origem do país e de sua cozinha. Para os estrangeiros, há sempre uma nova descoberta – às vezes, exótica e curiosa. Há sempre um jeito delicioso de conhecer o país e seu povo. Em cada prato, os japoneses botam sua cultura e sua história e muito de sua alma.



    Escrito por AACJ - BR às 00h39
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    Globo Repórter: Marmita Japonesa

    Tóquio, cidade que transformou o caos de concreto, gente e neon em marca registrada. Mas, no meio da loucura urbana, como aproveitar bem a hora do almoço e se alimentar bem, de forma saudável? A resposta: praticidade. Pode chamar também de bentô. Em bom português: marmita.

    As marmitas japonesas são sempre bonitas, coloridas e organizadas, como se fossem uma escultura ou uma pintura.

    A lógica por trás disso é que temos que olhar para a marmita e ter uma certa pena de destruir o trabalho que foi feito com tanto carinho. Então, comemos apreciando as cores, provando cada um dos sabores. No fundo, tem pouca comida. Mas comemos tão devagar, com tanto prazer, que no fim está totalmente satisfeito.

    Nas lojas de departamento, as caixas aparecem em vários formatos e preços. Algumas custam o equivalente a mais ou menos R$ 20. Feito em casa, então, é quase uma aula de economia e saúde. Uma arte passada de geração para geração.

    Akiko Suenaga é secretária em uma empresa brasileira em Tóquio. O riso é sempre fácil, ainda mais quando encontra a amiga para almoçar. Em uma bela praça de Tóquio vira um piquenique.

    Antes de Akiko abrir a caixinha, ela disse que estava um pouco envergonhada porque estava um pouco bagunçada, meio desordenada. Mas tudo estava absolutamente perfeito e bonito.

    "Quando entramos na escola, temos que preparar o bentô. No meu caso, comecei por volta dos 12 anos. Quando faltava alguma coisa, o verde, por exemplo, minha mãe via e falava que eu tinha que por algumas coisa verde, como vegetais. Ela fiscalizava", lembra Akiko.

    A cientista de alimentos Glaucia Pastore, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), fez parte do doutorado no Japão. Ela explica que, para os japoneses, essa busca da beleza na comida revela, no fundo, uma busca por equilíbrio na alimentação.

    "Hoje se sabe que quanto mais colorido [o prato] mais chances de ter substâncias de interesse presentes. Então, recomendamos que no nosso próprio país a criança aprenda a misturar e ter muitas cores no prato", diz Glaucia Pastore.

    As pequenas Fernanda e Rafaela ainda não fazem o próprio bentô, mas a mãe, a psicóloga Gisélia Oda, virou uma especialista desde que a família se mudou para o Japão, há quatro anos. É só o que elas levam para a escola.

    "Como elas são as únicas crianças brasileiras na escola, eu procurei fazer como as mães japonesas, para que elas não se sentissem diferentes. Aqui no Japão, as crianças gostam do bentô bem coloridinho. Acho que isso motiva as crianças a querer se alimentar melhor", comenta Gisele, que prepara uma carinha com os alimentos para as filhas.

    No bentô das crianças, além do arroz, vão tomatinhos coloridos, um ovo de codorna, brócolis, vagens de soja e duas salsichinhas.

    "Se, por acaso, a professora enxergar uma marmita que não esteja colorida, ela vai reclamar porque a criança não vai querer comer. Então, como a professora tem que fazer as crianças se alimentarem bem, para ela é mais fácil que a criança já abra o bentô e se alimente sozinha. Minhas filhas adoram", conta Gisele.

    Acostumadas desde pequenas, as meninas brasileiras gostam de uma comida que para muitos pode parecer sem gosto.

    "É preciso dizer que, na cultura japonesa, o que faz bem vem na frente do que é mais saboroso ou mais gostoso. Eles têm consciência de que é preciso tomar alimentos que tenham realmente alguma propriedade interessante do ponto de vista funcional", diz Glaucia Pastore.

    "A nossa parte é comer com gosto. Você pega o brócolis e come com gosto. Quando seu filho olhar, vai querer experimentar. Acho que o hábito alimentar depende muito do hábito dos pais", comenta o psicólogo Daniel Oda.

    Para manter a tradição aprendida com a mãe e a avó, Akiko precisa se organizar, preparar a comida para a semana inteira no domingo.

    Ela explica por que prefere a comida feita em casa. "Aqui no Japão é muito caro comer fora e também não é muito saudável, porque a comida é muito salgada e tem química".

    Akiko prepara bacalhau com cogumelos no forno elétrico. E, na frigideira, alguns legumes chineses, que ela mistura com tofu, o queijo de soja. "Usamos óleo de gergelim, que veio da China, para dar cheiro. Misturamos tudo", diz.

    Japonesas tiram dos alimentos substâncias que substituem hormônios

    Gergelim, peixe, cogumelos. A nutricionista Tsukiko Hattori, uma das maiores especialistas japonesas, mostra os alimentos que estão sempre na marmita do país.

    Boa parte dos produtos usados nas alimentação japonesa vem da soja. O missô é a base da sopa. O tofu é o queijo de soja.

    “A soja tem isoflavonas semelhantes ao hormônio feminino, o estrogênio. Ajuda principalmente quem está na menopausa e evita que as mulheres tenham calores nessa época da vida”, explicou Tsukiko Hattori.

    A professora explica que a maioria das mulheres japonesas não usa hormônios artificiais porque recebe tudo o que precisa da comida.

    A gordura dos peixes tem ômega-3, uma substância que aumenta a capacidade cognitiva do cérebro, facilitando o aprendizado e ajuda a proteger contra doenças cardíacas, Parkinson e Alzheimer.

    As algas, que também são muito consumidas pelos japoneses, existem de vários sabores, cores e texturas. A professora Hattori explica por que a alga faz bem para o organismo. "Por causa da religião, os japoneses foram proibidos de comer carne e a deficiência de cálcio na população é grande. Por isso, os jovens e os idosos precisam comer algas, pois só com as verduras eles não conseguem suprir as necessidades diárias de cálcio".

    O chá verde está em todas as refeições. "Certa vez fizemos um aniversário aqui e compramos muitos refrigerantes, porque no Brasil compra-se muito. Percebemos que as mães não deram refrigerante e as crianças pediram chá", conta Daniel Oda.

    Akiko nem pensa em tomar outra bebida para acompanhar o bentô. "Comida japonesa com suco ou refrigerante é péssimo, porque muda o sabor. Com o chá verde, eu sinto o sabor da comida. Também tem vitaminas, é mais saudável", diz.

    A professora Hattori aconselha o consumo de um litro de chá verde por dia. "Os japoneses tomam o chá verde o dia inteiro. Tem bastante vitamina C, fortifica os ossos e também ajuda a emagrecer", ressalta.

    É fácil beber chá verde toda hora no Japão porque a bebida é encontrada em qualquer lugar, até em máquinas automáticas na rua. É só colocar uma moedinha para ter chá verde gelado e quente. Mas há outras coisas deliciosas que se pode para fazer com chá verde e uma delas vende-se em uma barraquinha: sorvete de chá verde – um jeito delicioso de cuidar da saúde.



    Escrito por AACJ - BR às 00h33
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    Globo Repórter: Os Cogumelos

    Uma praia tão larga que lembra um deserto. O Mar do Japão fica atrás de dunas gigantes. Tottori fica no litoral oeste do país. Na cidade é guardado mais um segredo culinário, que cresce em vales e florestas. Um dos alimentos mais saudáveis que se têm conhecimento: os cogumelos.

    Só em uma panela há sete espécies de cogumelos diferentes, de gosto delicado e das mais variadas formas. “Eu sou a única pesquisadora que termina um experimento e depois come o objeto da pesquisa”, brincou a bióloga paranaense Noêmia Ishikawa. 

    Noêmia Ishikawa é pesquisadora do mostra 11 pratos, todos a base de cogumelos, completamente diferentes. Cada um com sabor, sua textura e seu aroma.

    A bióloga é pesquisadora do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) e foi ao Japão estudar com os japoneses. Há séculos, os agricultores do país conseguem dominar o cultivo desses fungos tão saborosos.

    Em uma estufa, os produtores reproduzem as condições ideais para os cogumelos. É o resultado de centenas de anos de observação de como a natureza funciona, além das mais modernas pesquisas científicas. O resultado é uma floresta artificial, que produz o cogumelo perfeito.

    A bióloga acompanha a equipe em uma visita a um agricultor que cultiva shiitake. "A culinária japonesa sempre envolve a parte visual. Visualmente, o cogumelo é mais agradável fechadinho do que aberto. Aberto, parece mais passado, mais velho. Fechado ele está bem jovem e vigoroso", avalia

    Outra novidade de dar água na boca: com a parte mais carnuda, o chapéu do shiitake, eles fazem um belo e saboroso bife. Até a aparência é de carne.

    "Uma fatia de bacon é a extravagância do japonês. Ele come o bacon, mas fica à vontade, sem peso na consciência porque o shiitake tem bastante fibra e compostos que impedem que o colesterol do bacon seja absorvido pelo organismo", explica a pesquisadora.

    É bem o jeitinho japonês: de tudo um pouco e um pouco de tudo. Sem exagero, sem culpa.

    Os cogumelos têm também propriedades farmacêuticas já comprovadas pela ciência. No último inverno, a nova gripe pegou de surpresa os japoneses. Pelas ruas, quem ficou resfriado usou máscara para não contaminar as outras pessoas. E muitos buscaram a proteção nos cogumelos. O consumo disparou logo que a nova gripe entrou no país.
    O fungo não cura a gripe, mas aumenta as defesas do organismo e por isso é considerado um excelente antigripal. E outra qualidade é certa: é uma delícia que não engorda.

    Do outro lado do planeta, na Amazônia, existe uma grande diversidade de cogumelos, mas até hoje os brasileiros não conseguiram controlar a produção desse alimento no calor dos trópicos. Só mesmo a paixão da pesquisadora poderia fazer a ponte entre a técnica japonesa e a riqueza natural brasileira. Ela está aprendendo, em Tottori, a produzir cogumelos no coração da Amazônia.

    "Meu objetivo é agredir o mínimo possível a natureza. Usar o clima, a diversidade e as condições amazônicas para produzir cogumelos da Amazônia", adianta Noêmia Ishikawa, que está fazendo seu trabalho em um dos maiores centros de estudos em cogumelos do mundo.

    Nem precisou levar para o Japão o cogumelo que está pesquisando. A mesma espécie vive no país, só que em temperaturas bem mais baixas. Em apenas dois meses, Noêmia já conseguiu fazer brotar as primeiras amostras.

    "Agora, passamos esse resultado para uma escala maior no campo. E assim vamos fechando as condições ideais do cultivo desse cogumelo", explica ela.

    Noêmia Ishikawa repete em parte a história do avô, um japonês que migrou para o Brasil no início do século passado. Apaixonado por cogumelos, Nobuo Komagome foi um dos primeiros a cultivar shiitake no Paraná. Quando Noêmia Ishikawa resolveu estudar biologia, ela praticamente adotou um sonho que era do avô.

    "Eu ajudava meu avô a plantar os cogumelos. Quando entrei na faculdade e contei que me interessei pelo estudo de cogumelos, ele falou uma frase marcante para mim: 'Se você estudar com seriedade o shiitake, um dia pode se tornar uma doutora'", contou Noêmia.

    Ela já foi além do sonho do avô. Está fazendo pós-doutorado em busca de uma nova atividade econômica sustentável para quem vive na floresta. O melhor que a natureza tem a oferecer transformado com sabedoria milenar, capricho, precisão e arte.



    Escrito por AACJ - BR às 00h27
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    Globo Repórter: Doces Japoneses

    A doutora em ciências médicas Yumi Matsushita diz que é mais fácil aprender a comer alimentos com gostos sutis quando somos crianças. Para ela, a mudança nos hábitos japoneses significa o abandono de uma comida extremamente saudável. "Se as pessoas comem alimentos doces e gordurosos quando são jovens, esse hábito continua na idade adulta. O cérebro se acostuma com eles e isso define a nossa relação com a comida", explica.

    Isso significa que os japoneses evitam os doces? Uma visita às lojas de departamento de Tóquio mostra o contrário. Uma delas tem um andar inteiro só de doces. Muitos são ocidentais, esculpidos com a delicadeza dos japoneses e transformados em obras-primas.

    Em Tóquio, de vez em quando um doce vira moda – ou porque algum artista falou dele na televisão ou por algum outro motivo. E aí surgem filas para comprar. Atualmente a moda na capital japonesa é um rocambole recheado de frutas.

    A nutricionista Chieko Nagura diz que é possível comer essa delícia sem engordar, só com prazer e sem culpa. Ela explica que, embora muitos doces sejam os mesmos encontrados no Ocidente, eles têm algumas diferenças. Para começar, não são tão doces, levam muito menos açúcar. Para compensar, os japoneses usam muitas frutas e ingredientes de altíssima qualidade. Por isso, têm um gosto mais suave do que no Ocidente.

    “Os doces tradicionais japoneses não levam creme de leite. Por isso, eles engordam menos. Mesmo os bolos são vendidos em pedaços menores. Como são pequenos, as pessoas comem menos e engordam menos. Às vezes, os doces japoneses são mais para ver do que para comer”, explica Chieko Nagura.

    Alguns, para os ocidentais, são mesmo só para ver, porque para comer…É que, no Japão, tudo pode virar doce: abóbora, batata-doce, castanha portuguesa. Até aí tudo bem. Bolinho de arroz com molho de soja ou farinha de gergelim já começa a ficar esquisito.

    Para surpresa, é possível encontrar o tradicional arroz com feijão de um jeito que os brasileiros nunca imaginaram: doce. É estranho, mas é gostoso.

    Geralmente os japoneses não comem os doces na loja. Eles já vêm embrulhadinhos para serem levados para casa ou dar de presente.



    Escrito por AACJ - BR às 00h23
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    Globo Repórter: O maior comilão do mundo

    Os japoneses são um povo de extremos. Quando resolvem ser criativos, ninguém é mais ousado. Para muitos, ser excêntrico é que normal. Os japoneses, principalmente os mais jovens, adoram inventar moda.

    O Japão moderno não mudou apenas a maneira de se vestir. É um país muito mais rebelde, alegre e colorido. Mas também está perdendo umas das antigas tradições, como a boa alimentação. Em Harajuko, o bairro adolescente de Tóquio, encontra-se um japonês que está se tornando frequente: o gordinho.

    Hambúrguer, sanduíche e sorvete são devorados na rua às pressas. Até pouco tempo, lugar de comer era em casa.

    O Japão tem a população mais magra entre os países desenvolvidos. Cerca de 2% dos japoneses são obesos. No Brasil, esse percentual é de 13%. Nos Estados Unidos, o país mais gordo do mundo, são 30%.

    A pesquisadora Yumi Matsushita, do Centro Médico Internacional do Japão, acompanha os índices de obesidade da população do país há 25 anos. Ela constatou que algo está mudando para pior. O percentual de obesos no Japão com menos de 14 anos aumenta constantemente e já passa de 10%, índice cinco vezes maior do que a da população em geral.

    "A geração mais jovem está preferindo a comida mais ocidental. Com isso, no futuro, vai haver mais obesidade. Antes, o diabetes, a obesidade e a hipertensão eram chamadas no Japão de doenças da idade adulta. Hoje, são chamadas de doenças do estilo de vida, porque os jovens também estão sendo afetados", diz a doutora em ciências médicas.

    Mas há um jovem que é uma exceção famosa. Takeru Kobayashi é uma celebridade no Japão e também nos Estados Unidos. A entrevista foi marcada em uma agência de talentos de Tóquio que representa esportistas, artistas. Ele é o maior comilão do mundo, mas é magrinho.

    O apelido de Takeru Kobayashi é "o tsunami", porque engole tudo que tem pela frente. Ele já venceu seis anos seguidos o famoso concurso de cachorros-quentes em Nova York. Já bateu recorde de comer lagosta, hambúrguer. O que vier, ele traça.

    Ele diz que comeu 64 cachorros-quentes e meio em um concurso em Nova York. "Eu não consigo me mexer depois dos concursos. Não consigo me curvar. Qualquer movimento incomoda", conta o comilão, que descobriu essa incrível capacidade em uma brincadeira de estudante.

    "Quando estava na universidade, eu e um amigo íamos a um restaurante que tinha um tipo de competição: se a pessoa conseguisse comer tudo o que estava no menu, saía sem pagar", lembra.

    Ele participa de competições no mundo inteiro há oito anos e geralmente ganha. Takeru Kobayashi conta que tem um segredo: um treino muito bem pensado. "Quando eu digo que treino, isso não significa que eu como para praticar. Eu tomo muita água para fazer meu estômago ficar mais flexível e ter uma capacidade maior".

    O maior comilão do mundo tem barriga de tanquinho! Como alguém que faz tudo o que não deve consegue ser magro e saudável? "O que eu como nos concursos não importa muito. No dia a dia, eu como uma grande variedade de comida japonesa", diz. O prato preferido dele não é o cachorro-quente, é o tradicional queijo de soja japonês, o tofu.



    Escrito por AACJ - BR às 00h20
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    Globo Repórter: Longevidade no Japão

    O Japão é uma terra de mulheres magras e elegantes, que, há 21 anos, têm um título imbatível: ninguém no planeta vive tanto quanto elas. São 85,5 anos em média.

    O país é a segunda maior economia do mundo, construída com o esforço de uma gente trabalhadora e obcecada pela perfeição, principalmente quando se trata de alimentação e qualidade de vida.

    No início da manhã, no jardim de casa, Saburo Shichi repete os exercícios que faz há 50 anos com a ajuda de um bastão. São apenas três repetições. Exercícios simples, que o ajudaram a chegar a idade que tem hoje: 103 anos.

    Passar dos 100 no Japão não é tão difícil. Hoje o país tem mais de 40 mil pessoas que conseguiram. Saburo Shichi se orgulha mesmo é de outra conquista. Existem muitos centenários, mas poucos conseguem ficar em um pé só. Ele é animado e divertido.

    Conhecendo a vida de Saburo Shichi, o Globo Repórter descobriu os muitos segredos de um país onde os habitantes costumam ter uma vida longa e saudável.

    "É importante ter um diário, para você ver o que escrevia quando tinha 10 anos e depois 30. Assim, você pode lembrar sua vida, se arrepender dos erros do passado e não repeti-los", ensina Saburo Shochi.

    No diário do ano passado, uma surpresa: frases escritas em português. Saburo Shichi esteve no Brasil, durante as comemorações do centenário da imigração japonesa. Ganhou uns beijos quando passeou no litoral carioca e aproveitou para aprender um pouco da língua portuguesa.

    É mais um segredo de longevidade. Aprender uma coisa nova a cada dia exercita a memória e ajuda a envelhecer bem.

    O café da manhã de Saburo Shochi tem de tudo um pouco. Algumas coisas podem parecer estranhas para os brasileiros. Em vez de pão, arroz. Ele come alguns poucos grãozinhos a cada vez. Legumes em conserva. São onze pratinhos diferentes e muita paciência. Professor primário e médico aposentado, Saburo Shochi ensina que para viver muito é preciso ir devagar. "Mastigar bem: 30 vezes", diz ele. Para acompanhar, uma sopa de missô, uma pasta de soja fermentada que está presente em todos os lares japoneses e em todas as refeições.

    Pasta de soja ajuda a melhorar a elasticidade da pele

    Lendas de antigos guerreiros já falavam dos poderes milagrosos da pasta de soja. Ieyasu Tokugawa – um shogun, líder militar do século XVII – foi um dos responsáveis pela unificação do Japão e viveu muito mais do que as pessoas de sua época. Era extremamente inteligente e todos atribuíam seus feitos à sopa de missô, que ele tomava todos os dias.

    No Ocidente, o vinho e outras bebidas são envelhecidos e têm o sabor aprimorado em barris. No Japão, uma técnica semelhante é usada com a pasta de soja. Ela fica armazenada durante dois anos, envelhecendo, se transformando. A técnica é usada há séculos. Agora a ciência descobriu que lá dentro está uma espécie de fonte da juventude.

    O pesquisador Kenji Okajima, da universidade da cidade de Nagoya, intrigado com a história do shogun, resolveu testar a pasta de soja envelhecida. Ele descobriu que o missô fermentado durante dois anos produz no corpo uma substância importante para manter a memória e estimular o cérebro.

    "Nós demonstramos que o missô estimula os neurônios sensoriais na pele e no estômago e, com isso, aumenta a produção do fator de crescimento semelhante à insulina 1 no hipocampo. Essa substância é muito importante para manter as funções cognitivas", explica o doutor em ciências médicas.

    O teste foi feito com ratos em um tanque de água. O que recebeu alimentação comum demorou para se dar conta de que o único lugar seco e seguro era um pedestal de acrílico na outra borda. Já o que foi alimentado com a pasta de soja encontrou rapidamente o alvo no tanque com água, onde pode descansar. Em outras palavras, o ratinho ficou mais esperto, assim como teria acontecido com o shogun.

    A substância que o missô produz no corpo ajuda também a melhorar a elasticidade da pele. “Essa substância aumenta a quantidade de colágeno. E também o suor, que é muito importante para a elasticidade da pele. Com isso, ela fica mais jovem e hidratada”, afirmou o pesquisador.

    São tantos benefícios que parece remédio. Mas será que tem gosto de remédio? Depois de dois anos a pasta de soja fica com um cheiro bem forte, adocicado, parece de uma compota de figo, alguma coisa assim. É um cheiro bem gostoso. Mas é engraçado: tem gosto de queijo. Um alimento poderoso que ajudou muitos japoneses a enfrentar a sua maior tragédia.

    Em 1945, os americanos jogaram bombas atômicas nas cidades de Hiroshima e Nagazaki. Milhares de pessoas morreram instantaneamente. Outras, meses ou anos depois, pelos efeitos da radiação. Mas muitos médicos e enfermeiros que socorreram os sobreviventes não foram afetados. Sempre se desconfiou que um dos motivos era a pasta de soja, usada para fazer a sopa, o popular missoshiro no Japão. Há pouco tempo, a ciência encontrou a explicação.

    “Substâncias presentes no missô ajudam prevenir a morte celular provocada pela radiação. Logo após o acidente de Chernobyl, o missô foi exportado para a Rússia como uma forma de prevenção”, contou Kenji Okajima.

    Manter a esperança é fundamental, diz centenário

    Saburo Shochi chegou a morar em Hiroshima antes da guerra. Por um golpe do destino, escapou da bomba quando foi estudar medicina em Fukuoka, onde vive até hoje. Ele foi para a Universidade de Medicina atrás de respostas. Dois dos três filhos pequenos tiveram paralisia cerebral. O mais velho, Yudo, foi rejeitado pelas escolas da época e chegou a sofrer maus tratos dos professores. Saburo Shochi não se deixou abater.

    "Os sofrimentos, as coisas tristes, as lágrimas. Você precisa se livrar de tudo isso, jogar fora. Tem que ter esperança, olhar para cima", aconselha Saburo Shochi.

    No momento mais difícil da vida, o jovem Saburo Shochi estudou medicina e pedagogia para tratar os filhos. Fundou a primeira escola para crianças especiais do Japão. Em fotos antigas, a imagem da alegria de pais e filhos a cada conquista na nova escola.

    Os exercícios que Saburo Shochi faz hoje para manter a própria saúde foram inventados por ele para ajudar a desenvolver crianças com necessidades especiais. “A primeira coisa é estar sempre sorrindo e de um bom humor. Um pesquisador famoso estudou vários idosos e descobriu isso”, conta o centenário. As refeições de Saburo Shochi nunca demoram menos do que 25 minutos.

    Atum fresco é vendido em menos de dez minutos em leilão

    O país tem poucas terras para a agricultura. Somente 15% do território serve para plantar. Essa é uma das razões para tanto cuidado e devoção pelos alimentos. Em cada prato da comida japonesa há séculos de história, em que os habitantes tiveram que aprender a superar a escassez de alimentos e as restrições impostas pela religião.

    Influenciado pelo budismo que prega a comida vegetariana, um imperador japonês do século VII proibiu o consumo de carne. Tenmu está enterrado em um mausoléu. A proibição valeu por 1,2 mil anos. Hoje os japoneses comem de tudo, mas a decisão dele ajudou a criar uma das comidas mais saudáveis, variadas e bonitas do mundo.

    Comidas de encher os olhos, sempre frescas e saborosas. Só assim foi possível suprir a falta que a carne impôs. Para contornar a proibição, os japoneses deram um jeitinho e se lançaram ao mar, cheio de aventuras e possibilidades culinárias.

    Pouco depois das 4h30, começa o leilão de atum mais famoso do mundo, realizado em um galpão do Mercado de Tsukiji, em Tóquio. No local, todos os dias são comercializados os frutos do mar que abastecem o Japão.

    Em um momento muito importante, os compradores dos restaurantes, das feiras e dos supermercados analisam cada peça de atum. É como se fosse um leilão de peças raras.

    O atum é o peixe mais apreciado pelos japoneses. E a parte que eles mais gostam é a barriga. É também a mais gordurosa. Por isso, a mais saborosa do atum e também a mais cara.

    O leiloeiro explica que o atum é muito bonito. É bom lembrar que, no Japão, se come com os olhos e também muito gosto.

    Os leiloeiros começam o trabalho em uma dança engraçada. Vão anunciando os peixes um a um, gritando os números presos a cada peixe colocado no chão. E os compradores dão lances silenciosos com as mãos. De tão saboroso e valorizado, o atum hoje está ameaçado. No país, o quilo de um peixe como este pode chegar a R$ 40.

    Em menos de dez minutos o atum fresco é vendido. E o pessoal não perde tempo. Os compradores saem diretamente do mercado para restaurantes e supermercados de Tóquio porque é preciso que chegue bem fresco à mesa do consumidor.

    Depois do leilão da estrela principal, o mercado começa mais um dia de muitos negócios. Tudo muito fresco ou ainda vivo. Lulas, ovas de peixe, polvos: mais de 400 tipos de frutos do mar são oferecidos todos os dias para os mais variados gostos.

    Os brasileiros estão acostumados a comer muitos dos frutos do mar vendidos no mercado de Tóquio. O ouriço, por exemplo, tem que se pegar com cuidado para não machucar a mão. Claro que pode ser cozido, mas do jeito local é cru mesmo.

    É claro que os peixes também estão na dieta de Saburo Shochi. No café da manhã que o Globo Repórter acompanhou havia flocos de peixe. Uma dieta reforçada para enfrentar o batente.

    De oito a dez vezes por mês ele se arruma todo de vermelho. É mesmo para chamar a atenção, porque ele tem um importante compromisso. Dez anos atrás, quando tinha 93 anos de idade, o professor decidiu iniciar uma nova carreira profissional: a de palestrante. Plateias lotadas vão aprender uma lição em que ele é especialista: o segredo da longevidade.

    No palco, ele repete seus ensinamentos. E os convidados aprendem os exercícios com o bastão. Saburo Shochi conta outros segredos: "A alma também precisa estar bem. É importante orar, agradecer a Deus e conversar muito".

    Saburo Shochi repete as lições principais sem palavra alguma. "Não adianta ficar o tempo todo se lamentando, o negócio é parar de reclamar, olhar para cima, fazer exercícios, sorrir, não esquecer das 30 mastigações", lembra ele. Saburo Shochi é a prova muito bem viva de que isso funciona.



    Escrito por AACJ - BR às 00h10
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    Culinária Japonesa no Globo Repórter

    O Globo Repórter desta sexta-feira (4 de dezembro) vai revelar os segredos da alimentação dos japoneses. Durante 15 dias, a equipe – composta pelo repórter Roberto Kovalick, o editor da reportagem, Saulo de la Rue, o repórter cinematográfico Júlio Aguiar, o técnico Diego Gomes e os produtores em Tóquio, Sanae Ono e Roberto Maxwell – viajou pelo Japão para conhecer o país dos magros, a terra onde se vive mais do que em qualquer outro lugar do planeta.

    "Os japoneses buscam sempre o melhor em tudo o que fazem. Talvez por isso a comida deles seja uma das mais fascinantes e saborosas do mundo", diz Saulo de la Rue.

    Roberto Kovalick acompanhou o mais famoso leilão de atum do mundo! O "pregão" acontece no mercado de Tsukiji, em Tóquio, e movimenta compradores de restaurantes e supermercados interessados em um dos principais peixes da culinária japonesa.

    O repórter entrevistou o maior comilão do mundo, Takeru Kobayashi, um japonês capaz de comer 64 cachorros-quentes de uma vez e que não tem barriga.

    A reportagem mostra que, no Japão, as mulheres não fazem reposição hormonal porque retiram dos alimentos tudo o que precisam para não sofrer com a menopausa.

    No programa, você ainda vai conhecer a fórmula dos doces que não engordam. Roberto Kovalick descobre a pasta de soja milagrosa e os tonéis que guardam a fonte da eterna juventude.

    Abaixo, você confere algumas imagens dos bastidores. O resultado completo vai ao ar no próximo programa logo após a novela "Viver a vida" (por volta das 22h).

    O editor da reportagem, Saulo de la Rue, com um boné que ganhou de um sushiman. Ao lado, a produtora Sanae Ono, que acompanhou a equipe no Japão, e o repórter Roberto Kovalick, em um restaurante em Nagoya

     

    O técnico Diego Gomes e o repórter cinematográfico Júlio Aguiar acompanham os movimentos de Saburo Shochi, que aos 103 anos faz ginástica, dá aulas e ensina: comer pouco e mastigar muito prolonga a vida

    O povo que quase não come carne mostra de onde tira suas proteínas: cogumelos tão nutritivos que foram usados para combater a gripe suína

    Roberto Kovalick experimenta um sorvete da chá verde. O programa mostra os benefícios que a bebida traz para a população japonesa



    Escrito por AACJ - BR às 19h55
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    Sushi Pen Drive

    Não é exatamente uma novidade (já mais de um ano já estão no mercado), mas nesta época natalina uma boa sugestão de presentes são os pen drives em forma de sushi! Feitas a mão, eles são extremamente parecidos com sushis de verdade e possuem capacidade de 256 MB, 1 ou 2GB.

    Informe-se aqui.



    Escrito por AACJ - BR às 06h28
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    Comer & Beber 2009/2010 - Veja Litoral Paulista

    A Revista Veja Litoral Paulista escolheu os Melhores Restaurantes de 2009/2010 das cidades praianas de São Paulo. Na categoria Melhor Restaurante Oriental, o grande vencedor foi o Estrela de Ouro, com os votos de Ana Maria Bertoldi Aulicino (Jornal da Baixada), Fernanda Lopes (AT Revista) e Mônica Lourenço das Neves (Unisantos).

    Reduto da colônia japonesa em Santos, o restaurante do clube Estrela de Ouro trabalha apenas com peixes selecionados pelo sushiman Marcio Okumura diretamente nos barcos que ancoram na região. As exceções são o atum, recolhido por sua família na costa do Rio Grande do Norte, onde mantém uma embarcação pesqueira, e o salmão, importado do Chile. No almoço de terça a domingo, o cliente se serve em bufê por quilo. Há uma balança exclusiva para sushi (R$ 39,00 de segunda a sexta e R$ 42,00 aos sábados e domingos) e outra para os pratos quentes (R$ 24,50 de segunda a sexta e R$ 35,50 aos sábados e domingos). Nas noites de terça a quinta, o serviço é transferido para o mezanino, com rodízio (mulheres pagam R$ 41,00 e homens, R$ 46,00). Na sexta e no sábado à noite, o atendimento volta para o salão principal. No menu à la carte aparecem o combinado big, com 54 peças de sushi e sashimi (R$ 90,00), e as duplas de enrolado de salmão, atum, camarão e lula (R$ 5,00 cada uma).

    Avenida Rei Alberto I, 372, Estrela de Ouro Futebol Clube, Ponta da Praia, Santos, Tel. 3261-2179 (700 lugares). 11h30/15h30 e 20h/23h30 (sáb. almoço 12h/16h e jantar a partir das 19h30; dom. só almoço; fecha seg.). Cc.: D, M e V. Cd.: todos. Cr.: todos. Ar. Entrega em domicílio.

    Aberto em 1957. $$ www.estreladeouro.com.br.



    Escrito por AACJ - BR às 20h41
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