Augusto Hideo Miyake, chef e proprietário do Restaurante Miyake Sushi, nasceu em Paranavaí-PR, mas logo mudou-se para São Paulo, de onde saiu para trabalhar no Japão, onde ficou por quatro anos e meio. Através da observação do trabalho dos cozinheiros, sushimen e chefs japoneses, Augusto começou a interessar-se em buscar a própria formação profissional na culinária japonesa.
De volta ao Brasil, Augusto começou a trabalhar numa conhecida rede de restaurantes japoneses, onde pôde aprender técnicas culinárias e de gestão administrativa.
Em 2000 Augusto abriu o primeiro Restaurante Miyake Sushi, na Avenida do Cursino (Jardim da Saúde), que em 2002 mudou-se para o endereço atual, na Avenida Bosque da Saúde.
O almoço no Miyake Sushi pode ser pelo sistema self-service (R$ 18,40 por quilo, exceto aos sábados, com pratos mais elaborados por R$ 20,40 o quilo) ou rodízio (R$ 23,90 por pessoa)
No jantar o cliente pode escolher seu prato a la carte ou optar pelo Festival, nas versões 1 (R$ 23,90 por pessoa de seg a qui e R$ 25,90 por pessoa às sex e sáb) ou 2 (R$ 33,90 por pessoa de seg a qui e R$ 35,90 por pessoa às sex e sáb). A versão 1 contempla 10 fatias de sashimi e 1 temaki, pratos quentes e sushis à vontade. A versão 2 contempla sashimis, temakis, pratos quentes e sushis à vontade.
Os sushis do festival incluem niguiris (bolinhos de arroz), uramakis (sushis com a alga dentro do arroz), yasaimakis (enrolado fino com acelga), tekamakis (com atum), sakemakis (com salmão), kappamakis (com pepino), kanimakis (com kani-kama), Califórnia uramaki (enrolado com fruta, pepino e kani), Skin uramaki (com pele de salmão grelhado), etc...
Nas opções a la carte percebemos como Augusto Miyake mescla receitas tradicionais (teppan, yakissoba, tempurá, harumaky) com experimentações modernas das receitas fusion, utilizando patê, maionese, cream cheese e salmão skin em seus pratos:
- Sushi Dyo - bolinho de arroz enrolado em fatia de salmão com recheio de salmão (R$ 8,00 por 2 unidades)
- Magurô Special Maki - uramaki enrolado em filé de atum (magurô) com recheio de patê (R$ 16,00 por 6 unidades)
- Hakusai Sake - hossomaki de acelga com recheio de salmão (sake) batido com maionese (R$ 6,00 por 2 unidades)
- Hakusai Skin - enrolado de acelga com recheio de salmão skin e molho tarê (R$ 12,00 por 8 unidades)
- Hot Holl - uramaki empanado de salmão ou atum com recheio de cream cheese (R$ 12,00 por 8 unidades)
- Salmon Fry - uramaki com recheio de salmão empanado e pepino(R$ 14,00 por 6 unidades)
- Spicy Magurô ou Sake – bolinho de arroz enrolado em alga com recheio picante de atum ou salmão (R$ 7,00 por 2 unidades)
Além do Restaurante, do Buffet e do Festival, o Miyake Sushi também tem se destacado pelos cursos de sushi e sashimi oferecidos a iniciantes e profissionais.
Av. Bosque da Saúde, 1983, Jardim da Saúde, São Paulo - SP (11) 5068-0493. 11h15/14h45 e 18h/22h30 (seg. somente jantar; fecha dom.). Aberto (neste endereço) em 2002.
"Oktapodi", curta de animação francesa que mostra a história de amor de dois polvos, moluscos que são bastante utilizados na culinária japonesa.
O livro Sushi - Técnicas e Receitas, de Kimiko Barber e Hiroki Takemura (Publifolha, 2008, 256 páginas) mostra passo-a-passo e com fotos como preparar não só polvos, mas todo tipo de ingredientes, peixes redondos e achatados, frutos do mar e ovas para sushis espalhados, recheados, prensados, enrolados e moldados à mão.
Como Preparar o Polvo para o Sushi (extraído do livro acima)
Embora todo o polvo possa ser comido cru, normalmente apenas os tentáculos fervidos são usados no sushi. A fervura amacia a carne e lhe dá um sabor adocicado, mas deixe o fogo o mais baixo possível, pois a fervura muito rápida torna o polvo duro. O polvo fresco precisa ser esfregado com sal e ficar bem limpo antes do cozimento. Limpe as ventosas e as pontas dos tentáculos, pois podem conter lama ou areia.
1) Com uma faca afiada, corte os tentáculos a partir do fim da sua base dura, logo abaixo dos olhos.
2) Coloque os tentáculos em uma tigela ou em uma tábua de cortar e cubra com o sal (em torno de 200 g). Esfregue-o nos tentáculos para amaciá-los e limpá-los.
3) Coloque no fogo uma panela grande com água salgada e acrescente os tentáculos quando a água ferver. Espere ferver novamente e então diminua o fogo e deixe cozinhar por cerca de 10 minutos.
4) Escorra em uma peneira de bambu ou escorredor e reserve para esfriar. A pele deve adquirir um tom rosa-avermelhado, com os tentáculos completamente enrolados, exibindo ventosas brancas bem limpas.
5) Corte os tentáculos da parte central, que contém a boca ou "bico" do polvo. Essa parte deve ser descartada.
6) Com a lâmina da faca em um ângulo de 45 graus em relação à tábua, corte os tentáculos na diagonal em fatias de 3-4 mm.
Na China antiga havia um monge indiano chamado Bodhidharma, seriamente determinado a saber o sentido mais profundo da vida.
A determinação de "Dharma" era tão grande que ele resolveu entrar numa caverna e colocar-se em posição de lótus (de pernas cruzadas e com o pé descansando sobre o topo das coxas, bem acima dos joelhos e com a espinha ereta) de frente para a parede. Seu plano era meditar até atingir a essência da verdade da vida, a iluminação. Um dia se passou, uma semana, um mês, um ano, dois, três, cinco, sete, e finalmente, depois de nove anos, Dharma chegou à plenitude espiritual.
Durante esse processo "traumático", o monge teve que remover suas pálpebras para não dormir durante a meditação, e seus braços e pernas atrofiaram, encolheram e caíram pelo desuso. Há também a versão de que ele teria removido as pálpebras de raiva de si mesmo, por não conseguir obter a concentração necessária durante a meditação devido ao sono. Dizem também que das pálpebras caídas de Dharma brotaram as primeiras plantas de chá verde, mas aí já é outra história...
O fato é que após ter conseguido atingir o Satori, ou seja, a Iluminação, o Despertar da Consciência Existencial, Dharma se tornaria o fundador do Zen Budismo.
Os anos se passaram. Fatos e mitos se misturaram, o Zen Budismo se expandiu com os seguidores de Dharma e no Japão a história de Daruma se tornou emblemática como ensinamento de perseverança e determinação em atingir objetivos.
O boneco Daruma-san (Sr. Daruma) geralmente é feito de papel-machê ou madeira e é representado como uma figura arredondada, com corpo vermelho (para espantar maus pensamentos), sem braços e sem pernas distinguíveis. Seus olhos não têm pupilas e o fundo é pesado, para ele se reerguer sempre que cair.
Quando adquirimos ou ganhamos um Daruma, ele vem sem as pupilas dos olhos. A primeira coisa a fazer é estabelecer um objetivo a alcançar. Quando isto estiver claro, pintamos a pupila de um dos olhos e guardamos o Daruma num lugar bem visível.
O Daruma não contém superpoderes. Ele é a forma de lembrarmos de perseverar pelo objetivo que vislumbramos. Quando o objetivo for alcançado, pinta-se a outra pupila do Daruma e o exibimos novamente por um ano, agora com os dois olhos pintados. No final deste período, os japoneses costumam levar os Darumas para serem queimados nos templos budistas.
Se 2008 foi o ano do Centenário da Imigração, da Consolidação e Afirmação dos Laços Indissolúveis entre Brasil e Japão, os próximos anos surgem para os Adeptos da Culinária Japonesa como um ano de Empreendimentos e Concretizações.
Nosso Daruma já tem uma pupila pintada, o que significa que o nosso objetivo já está estabelecido.
No último fim de semana Marcello Giuseppe Deliza, presidente da AACJ - Associação dos Adeptos da Culinária Japonesa reuniu amigos e familiares para uma Grande Confraternização de Ano Novo para saudar a chegada de 2009, um ano cheio de novidades, a começar pelo lançamento dos kits AACJ, do logotipo AACJ, do site http://www.aacj.com.br/ e da ECJ/Br - Escola de Culinária Japonesa no Brasil. Com grande apetite, os convidados puderam se deliciar com yakissoba, sushis, sashimis, temakis, petiscos e alguns experimentos culinários que fizeram grande sucesso. Confiram um pouco do que foi a festança na nossa galeria:
A concepção da ECJ/Br - Escola de Culinária Japonesa no Brasil, idealizada pela AACJ-Br Associação dos Adeptos da Culinária Japonesa, foi lançada em abril de 2008, ano da comemoração do centenário da Imigração Japonesa no Brasil e apresenta-se como uma grande novidade e oportunidade de ampliar os horizontes da culinária japonesa - Washoku - em nosso país nas questões de tradição, qualidade e qualificação profissional.
A ECJ/Br tem o objetivo de ser um centro de capacitação profissional, de qualificação e aprimoramento de mão de obra, que garanta o repasse das técnicas de manuseio e preparo das iguarias da culinária japonesa a todos os interessados, incluindo aspectos culturais e relacionados à qualidade de vida que estão implícitos nesta arte milenar.
A grade de disciplinas abrangerá aulas técnicas, teóricas e práticas, com todas as atividades relacionadas à culinária japonesa, desde a introdução histórico-conceitual dos alimentos, seus benefícios comprovados, sabores e texturas, processos industriais, processos comerciais, manuseio e preparo dos alimentos, tradições relacionadas à culinária japonesa, estética culinária, conceitos e tendências contemporâneas, conservação, etiqueta, atendimento e higiene.
Além disso, serão ministrados cursos focados na gestão do empreendimento e no controle de qualidade: legislação, planejamento, organização, preparação, comercialização e gerenciamento de recursos humanos, atendimento (garçom), noções de arquitetura e decoração e recepção de estabelecimentos comerciais (restaurantes japoneses e similares).
A criação da ECJ/Br vem ao encontro do crescente interesse pelo segmento da gastronomia japonesa no Brasil.
Na infraestrutura da ECJ/Br está prevista um restaurante-escola totalmente equipado com utensílios de primeira linha e um corpo docente de gabarito internacional para os cursos de formação, além de trazer, em seus cursos temporários, palestras e cursos informativos com renomados profissionais em várias áreas de atividade ligadas à culinária japonesa.
A Escola será mantida e administrada pela AACJ/Br - Associação dos Adeptos da Culinária Japonesa no Brasil, que está em busca do apoio de entidades nacionais e internacionais para a viabilização do projeto no ano de 2009. Conta atualmente com o apoio do IPK - Instituto Paulo Kobayashi, com o qual já foram mantidos os primeiros contatos.
Primeira e única escola a dar a oportunidade de formação profissional de nível internacional em Gastronomia Japonesa no Brasil, a ECJ/Br proporcionará a seus alunos a garantia da certificação similar as melhores instituições mundiais de ensino de culinária japonesa, contando até com estágio internacional nas melhores escolas de culinária japonesa do mundo, sediada no Japão.